Por [REDAÇÃO], Colaborador do Jornal DM News | siga nas redes sociais 





Uberaba, conhecida por sua importância econômica e por abrigar o 64º maior PIB do país, figura como a 297ª cidade mais violenta do Brasil, de acordo com o Atlas da Violência 2022. O relatório, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa dados de homicídios em municípios brasileiros, oferecendo uma visão detalhada sobre a segurança pública no país.

Com uma população de 337.836 habitantes, Uberaba registrou 22 homicídios em 2022. O Atlas da Violência introduz um conceito importante para essa contagem: os homicídios estimados, que somam os homicídios registrados aos homicídios ocultos. No caso de Uberaba, houve um homicídio oculto, totalizando 23 homicídios estimados, o que resulta em uma taxa de sete homicídios por 100 mil habitantes. Esse índice é significativamente inferior à média nacional, que é de 21,7 homicídios registrados por 100 mil habitantes.

Comparativo Estadual e Nacional

Em Minas Gerais, outras cidades de menor porte, como Coronel Fabriciano, Ibirité, Ipatinga e Poços de Caldas, apresentam números de homicídios superiores aos de Uberaba. Esses dados ressaltam a relativa segurança do município em comparação a outras regiões do estado.

A metodologia do Atlas da Violência considera tanto os homicídios registrados quanto os homicídios ocultos. Os homicídios registrados são aqueles documentados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, que incluem mortes causadas por agressões e intervenções legais. Já os homicídios ocultos são mortes violentas classificadas como indeterminadas (MVCIs), que muitas vezes são homicídios, suicídios ou mortes acidentais cuja causa não foi determinada pelas autoridades.



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Contexto Nacional

No Brasil, em 2022, foram registrados 46.409 homicídios, com uma taxa de 21,7 homicídios por 100 mil habitantes, calculada com base na população da PNADc 2022 do IBGE. Quando incluímos os 5.982 homicídios ocultos, o total sobe para 52.391 homicídios estimados, resultando em uma taxa de 24,5 homicídios estimados por 100 mil habitantes.

Em 1.548 municípios brasileiros, não houve registro de homicídios, seja registrados ou ocultos. Outros 119 municípios, embora não tenham registrado homicídios, apresentaram até seis homicídios ocultos, como é o caso de Juquitiba (SP), com uma população de 27.404 pessoas e uma taxa de 21,9 homicídios estimados por 100 mil habitantes.



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Análise dos Óbitos em Uberaba

Além dos homicídios, Uberaba também monitora atentamente outras causas de óbitos. No primeiro semestre de 2024, a cidade registrou 45% dos óbitos comparados a todo o ano de 2023. Foram contabilizadas 1.234 mortes até junho, enquanto em 2023 o total foi de 2.738 mortes. Somente nos primeiros 14 dias de junho de 2024, 101 residentes da cidade vieram a óbito.

De acordo com dados do Portal da Transparência, entre janeiro e maio de 2024, Uberaba perdeu 1.133 pessoas, ligeiramente menos que no mesmo período de 2023, quando foram registradas 1.139 mortes. Em ambos os anos, maio foi o mês com mais óbitos, seguido por janeiro e abril. Em 2023, outubro e novembro também apresentaram altos índices de mortalidade, com 252 e 246 mortes, respectivamente. Já em 2022, fevereiro liderou com 275 óbitos, seguido por março com 267 e julho com 246.


Distribuição Demográfica das Mortes

Os dados do Censo 2022 do IBGE indicam uma taxa de óbitos masculina maior do que a feminina em Uberaba. Em 2022, 48% das mortes foram de mulheres, enquanto 52% foram de homens. Em 2024, já foram registrados quatro óbitos de pessoas sem identificação, dois em abril e dois em maio.

Até a segunda quinzena de junho de 2024, o total de registros de óbitos na cidade foi de 3.476. Esses números refletem não apenas a violência, mas também outras causas de morte que impactam a população local.



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Conclusão

A posição de Uberaba como a 297ª cidade mais violenta do Brasil, segundo o Atlas da Violência, destaca tanto os desafios quanto os progressos na segurança pública do município. A cidade apresenta uma taxa de homicídios significativamente inferior à média nacional, sugerindo um nível relativamente bom de segurança. No entanto, a violência continua sendo uma preocupação, e é crucial que as autoridades locais e estaduais continuem a trabalhar para reduzir esses índices e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.

Este relatório serve como um lembrete da complexidade da segurança pública e da necessidade de esforços contínuos para entender e mitigar as causas da violência. A metodologia adotada pelo Atlas da Violência, ao incluir homicídios ocultos, proporciona uma visão mais abrangente e precisa da realidade enfrentada pelos municípios brasileiros, incluindo Uberaba.



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