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DMHC News | Feiras livres expõem falhas de gestão e ausência de política pública em Uberaba

Ausência de dados e governança impede que feiras sejam tratadas como ativos econômicos e culturais. Feiras livres movimentam a economia local, mas operam sem política pública estruturada.


Por REDAÇÃO do Jornal DM News | Siga nas Redes Sociais





As recorrentes reclamações sobre resíduos deixados após as feiras livres evidenciam um problema operacional visível, mas revelam, sobretudo, uma lacuna estrutural na condução da política pública municipal para o setor. O debate tem se limitado à limpeza urbana, sem avançar para uma abordagem integrada, baseada em planejamento, governança e uso sistemático de dados.



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Ao reduzir a discussão ao impacto visual e ao transtorno imediato, o poder público deixa de considerar variáveis estratégicas essenciais: a relevância econômica das feiras, o contingente de feirantes envolvidos, o volume de alimentos comercializados, a frequência de público e o papel dessas atividades na segurança alimentar e no sustento de pequenos produtores e comerciantes urbanos. Sem indicadores consolidados, a gestão atua de forma reativa, com baixa capacidade de monitoramento, avaliação e defesa institucional do setor.


Esse déficit informacional fragiliza tanto a administração quanto a narrativa pública. A ausência de dados confiáveis impede a formulação de políticas integradas voltadas à agricultura familiar, à economia solidária e ao comércio de proximidade. Como consequência, prevalecem soluções improvisadas, pouco eficientes e desconectadas da realidade socioeconômica local.



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O cenário torna-se ainda mais complexo diante do enfraquecimento do comércio de bairro, da baixa articulação entre entidades representativas e da inexistência de integração das feiras com estratégias mais amplas de desenvolvimento urbano, turismo local e valorização territorial. Em vez de reconhecidas como ativos econômicos e culturais, as feiras permanecem tratadas como passivos operacionais.


A questão central, portanto, não reside na existência das feiras livres, mas na ausência de planejamento público, governança intersetorial e inteligência de dados. Com diretrizes adequadas, essas atividades podem ser organizadas, qualificadas e incorporadas como instrumentos de desenvolvimento sustentável, preservação cultural e fortalecimento da economia local. O desafio do poder público vai além da coleta de resíduos: exige coordenação institucional, visão estratégica de cidade e políticas duradouras, orientadas por informação e evidências.



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O Jornal DM News adota comunicação responsável e ética, reforçando a importância de políticas públicas estruturadas e socialmente responsáveis.


 


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