O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh) registrou crescimento significativo na doação de órgãos e tecidos em 2025, consolidando-se como referência regional em captação e apoio a transplantes.
Por REDAÇÃO do Jornal DM News |
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Dados da
Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes
(CIH-DOTT) apontam 96 captações ao longo do ano, que resultaram em 55
procedimentos. No ano anterior, haviam sido registradas cerca de 50 captações,
com 36 transplantes realizados.
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O hospital
contabilizou 970 óbitos no período e realizou busca ativa em todos os casos,
estratégia considerada fundamental para ampliar a identificação de potenciais
doadores. Foram confirmadas 23 mortes encefálicas, com 22 entrevistas
familiares. Dessas abordagens, 16 autorizações foram concedidas.
Segundo o
médico intensivista Ilídio Antunes, idealizador do projeto “Vida pela Vida”, a
taxa de autorização familiar em Uberaba alcançou 72,72% nos casos de morte
encefálica, percentual acima da média nacional estimada em 50%. Para doações de
tecidos oculares em paradas cardíacas, a autorização chegou a 28,88%.
O
levantamento mostra que as córneas lideraram as captações em 2025, seguidas por
rins e fígado. Também houve registros de coração e pâncreas, demonstrando a
capacidade técnica do hospital em atuar em diferentes tipos de doação.
De acordo
com a equipe, uma única doação múltipla pode beneficiar até oito pessoas. O
HC-UFTM mantém tempo médio de 12 a 18 horas entre a doação e o início da
cirurgia, com apoio de laboratórios regionais, o que contribui para a
viabilidade dos procedimentos.
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O balanço
anual aponta 39 transplantes de córneas, dez renais com doador em morte
encefálica, três de células-tronco hematopoéticas e três envolvendo tecido
ósteo-tendíneo-ligamentar. Para a comissão, o resultado representa impacto
direto na redução das filas de espera.
No cenário
nacional, o Brasil permanece como o segundo maior doador de órgãos do mundo. Em
2025, foram realizados quase 20 mil transplantes, somando órgãos e córneas.
Ainda assim, mais de 80 mil pessoas seguem aguardando por um procedimento, o
que evidencia a distância entre demanda e oferta.
Minas
Gerais ocupa a segunda posição entre os estados em número de transplantes,
reforçando a importância da atuação integrada entre hospitais, equipes
especializadas e políticas públicas.
Especialistas
destacam que o avanço depende, sobretudo, da conscientização. No Brasil, a
doação só ocorre com autorização familiar, o que torna essencial que a decisão
seja comunicada ainda em vida.
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O
desempenho do HC-UFTM demonstra que organização hospitalar, abordagem
humanizada e informação clara podem transformar estatísticas em histórias de
sobrevivência — e filas de espera em novas possibilidades de vida.
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