Estudos indicam
que o aquífero SAGA supera reservas conhecidas e reforça o papel estratégico da
Amazônia para o futuro hídrico
Por REDAÇÃO do Jornal DM News |
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Pesquisas conduzidas por cientistas brasileiros indicam a existência de um
vasto sistema subterrâneo de água doce sob a Amazônia, considerado um dos
maiores já identificados no planeta. A descoberta amplia o entendimento sobre
as reservas hídricas da região e reforça seu papel estratégico no equilíbrio
ambiental global.
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Durante décadas, acreditava-se que a principal reserva subterrânea amazônica
fosse o Aquífero Alter do Chão. No entanto, estudos iniciados a partir de 2013
revelaram que a estrutura hídrica da região é significativamente mais extensa.
A partir dessas evidências, os pesquisadores passaram a adotar a denominação
SAGA — Sistema Aquífero Grande Amazônia.
De acordo com o professor Francisco Matos, do
Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA), o avanço das
pesquisas permitiu redefinir os limites do aquífero e reconhecer sua real
dimensão. Estimativas preliminares indicam um volume de cerca de 162.520 km³ de
água, considerando profundidades de até 500 metros — número que supera, em
termos de volume estimado, o Aquífero Guarani.
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O SAGA se estende sob as bacias do Marajó, Amazonas, Solimões e Acre, alcançando áreas próximas às regiões subandinas. Apesar da magnitude, o sistema permanece pouco explorado. A Amazônia concentra mais da metade da água doce superficial do Brasil, mas abriga apenas cerca de 5% da população nacional.
Atualmente, parte dessa reserva já contribui para o
abastecimento de cidades como Manaus e Santarém. Especialistas avaliam que há
potencial para ampliação do uso, inclusive na irrigação agrícola, desde que
respeitados os limites ambientais e hidrológicos da região.
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O professor Matos alerta que o aquífero está diretamente conectado ao ciclo
hidrológico amazônico. As águas subterrâneas alimentam os rios e dependem do
regime de chuvas. A exploração desordenada poderia comprometer esse equilíbrio,
com impactos ambientais de larga escala.
Embora o volume estimado seja expressivo,
especialistas descartam a possibilidade de transportar essa água para regiões
mais secas do país. Segundo os pesquisadores, projetos desse tipo exigiriam
obras de enorme complexidade técnica e custo elevado, tornando a solução
inviável para áreas como o Nordeste ou o Sudeste.
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A descoberta do SAGA amplia o debate sobre a gestão estratégica da água, a
preservação da Amazônia e o papel da ciência brasileira na produção de
conhecimento crítico para o futuro. Especialistas defendem que o avanço das
pesquisas seja acompanhado por políticas públicas de proteção ambiental e uso
sustentável dos recursos hídricos.
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