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DMHC News | Abacatudo e a novela das frutas: especialistas alertam para risco de “cérebro podre”

Febre do TikTok, tramas geradas por IA com personagens como Abacatudo e Senhora Pera podem causar dependência e enfraquecer responsabilidade afetiva, apontam psicólogos


Por REDAÇÃO do Jornal DM News | Siga nas Redes Sociais




As “novelinhas das frutas” se tornaram uma febre recente no Brasil, especialmente no TikTok. Personagens como o “Abacatudo” – um abacate maromba – e a “Senhora Pera” protagonizam tramas geradas por inteligência artificial com enredos de problemas financeiros, traições e tensões sexuais. Por trás da aparência leve e engraçada, porém, especialistas apontam riscos psicológicos e comportamentais.



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Os vídeos, produzidos em massa com auxílio de IA, seguem uma fórmula viciante: episódios curtos, emoção exagerada, conflito constante e finais com gancho para o próximo capítulo. O problema, segundo a psicóloga gaúcha Jessica Mras, não é apenas a banalidade, mas o efeito neurológico.

“Como a história é simples e meio absurda, ela não exige nenhum esforço de ti. O teu cérebro não precisa pensar nem interpretar muito. Ele só reage. O nome disso é brain rot ou, no bom e velho português, ‘cérebro podre’”, explica a profissional.


Segundo ela, o consumo repetitivo e superficial desse tipo de conteúdo entorpece a mente. Pequenas doses de dopamina são liberadas sem esforço e com oferta ilimitada, deixando o usuário em um estado “zumbificado” – preso a um ciclo de rolagem infinita.



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Além do dano neurológico, há preocupações comportamentais. Atrás da aparência boba, o Abacatudo propaga uma lógica perigosa: a de que a realidade pode ser moldada pelos desejos pessoais, ignorando limites, consequências e a existência do outro.

“Quando esse tipo de coisa é propagado em vídeos banais, ele enfraquece a noção de responsabilidade afetiva. Se tudo pode ser feito segundo o próprio desejo, então não existem erros: apenas ‘pontos de vista diferentes’”, analisa a psicóloga.


Outro risco apontado é o isolamento. Ao se fechar na sua própria versão dos fatos, o Abacatudo perde a capacidade de diálogo verdadeiro. Quem pensa diferente vira desafio, não interlocutor – o que gera relações superficiais e afeto frágil.



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Especialistas recomendam que pais e responsáveis fiquem atentos ao consumo desse tipo de conteúdo por crianças e adolescentes. A orientação é:

  • Estabelecer limites de tempo em redes sociais

  • Estimular leitura e conteúdos que exijam reflexão

  • Conversar sobre a diferença entre entretenimento e realidade

  • Observar sinais de irritabilidade ou dificuldade de concentração


A psicóloga Jessica Mras sugere uma reflexão final: “Às vezes é melhor ser um Bananildo com a consciência tranquila” – referência a outro personagem do universo das frutas, em contraposição à lógica impositiva do Abacatudo.



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O que começou como uma brincadeira boba nas redes sociais revela camadas preocupantes. Entre a dopamina fácil e o “cérebro podre”, a novela das frutas expõe um fenômeno mais amplo da cultura digital atual: a substituição da reflexão pela reação, do diálogo pela imposição. Divertir-se com o Abacatudo não é crime – mas perder a capacidade de pensar criticamente, esse sim é um perigo real.


O Jornal DM News adota comunicação responsável e ética, reforçando políticas públicas e o interesse coletivo.

 


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