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DMHC News | Geoparque Uberaba: entre a narrativa simbólica e a urgência de um projeto real

Em janeiro de 2026, a imprensa local repercutiu críticas construtivas feitas por um profissional do turismo de Foz do Iguaçu ao programa Geoparque Uberaba. O debate, porém, já havia sido antecipado em outubro de 2025 por Alexandre, que questionou publicamente: “Geopark Uberaba:em coma ou apenas delirando de febre alta?”. A crítica central aponta ausência de planejamento estratégico, identidade territorial, integração setorial e indicadores reais de impacto. A expectativa coletiva permanece na construção de um projeto estruturado, com participação efetiva do poder público, do setor privado e do comércio local.

 

Por REDAÇÃO do Jornal DM News | Siga nas Redes Sociais






O debate sobre o Geoparque Uberaba voltou ao centro da agenda pública após a visita de um profissional do turismo de Foz do Iguaçu, que fez observações críticas e construtivas sobre o programa. A repercussão não surpreende. Em outubro de 2025, o tema já havia sido levantado de forma direta por Alexandre, ao questionar se o projeto estaria em estado de estagnação ou apenas sustentado por discursos desconectados da prática.



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A crítica não se dirige à ideia do geoparque em si, mas à forma como ela vem sendo conduzida. Um geoparque, por definição, não é apenas um selo, um evento ou um conjunto de ações isoladas. Trata-se de um projeto territorial integrado, que articula ciência, educação, cultura, turismo, economia local e preservação patrimonial em uma estratégia de longo prazo.


Em Uberaba, o que se observa, até o momento, é uma fragmentação operacional. Eventos ocorrem sem calendário consolidado. A comunicação carece de narrativa territorial clara. O turismo científico ainda não se traduz em fluxo externo relevante. O comércio e a hotelaria não percebem impacto consistente. E o setor privado, naturalmente, mantém distância quando não enxerga retorno estruturado.


Indicadores básicos ajudam a compreender o cenário: ocupação hoteleira, atração de público externo, patrocínio privado, geração de empregos diretos e indiretos, produção educacional associada e presença em roteiros turísticos nacionais. Sem esses elementos, qualquer projeto corre o risco de permanecer no campo simbólico.


A comparação com iniciativas como a Oktoberaba, frequentemente citada como tentativa de replicar modelos sem identidade cultural própria, reforça um alerta estratégico: copiar formatos sem construir essência territorial gera visibilidade momentânea, mas não cria legado.



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A pergunta central permanece legítima: o Geoparque Uberaba existe para transformar o território em um destino de turismo científico, cultural e educacional? Ou funciona apenas como um elemento discursivo, útil para relatórios, apresentações institucionais e autopromoção política?


Projetos territoriais de sucesso têm alguns pontos em comum: governança clara, participação privada, planejamento técnico, metas mensuráveis, comunicação profissional e compromisso político de longo prazo. Sem esses pilares, não há sustentabilidade institucional.


A crítica, portanto, não é oposição ao Geoparque. É um chamado à maturidade do projeto. A cidade não precisa de mais rótulos. Precisa de estratégia, método, investimento e integração real entre poder público, setor produtivo, universidades, escolas, trade turístico e sociedade civil.


Como bem sintetizou Alexandre em suas manifestações públicas, nenhum comunicador, consultor ou produtor de conteúdo constrói um geoparque sozinho. “Santo de casa não faz milagre.” A transformação depende de decisão política, compromisso institucional e coragem para sair da retórica.


Uberaba possui patrimônio geológico, histórico e cultural suficiente para sustentar um geoparque de referência. O que ainda falta não é potencial. É projeto.



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Enquanto o Geoparque Uberaba não ultrapassar o campo da narrativa e ingressar definitivamente no campo da execução estratégica, continuará oscilando entre a promessa e a dúvida. O futuro do programa não será definido por manchetes, mas pela capacidade de transformar discurso em política pública territorial consistente.



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