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DMHC News | Ministério Público denuncia vereador de Uberaba por esquema de servidores fantasmas; prejuízo supera R$ 636 mil

Por REDAÇÃO do Jornal DM News | Siga nas Redes Sociais




O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra um vereador em exercício em Uberaba e outras quatro pessoas por suposto esquema de “servidores fantasmas” na Câmara Municipal. A ação penal, decorrente da Operação Caça-Fantasmas, tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Uberaba e aponta a prática dos crimes de peculato-desvio e associação criminosa. O MP também pediu o afastamento cautelar do parlamentar do mandato.



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Segundo a denúncia da 15ª Promotoria de Justiça de Uberaba, foram denunciados A.P.S. (vereador em exercício), O.G.J. (empresário), S.A.O. (esposa do empresário), L.A.O. e I.V.A.L. O grupo é suspeito de atuar em um esquema de nomeação e manutenção de assessores parlamentares fictícios no gabinete do vereador, com uso de recursos públicos da Câmara Municipal.


A investigação foi desenvolvida pela Polícia Civil de Minas Gerais como desdobramento da Operação Glifosato, deflagrada em 2024. O caso veio à tona em julho de 2025, quando a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em Uberaba no âmbito da Operação Caça-Fantasmas.


De acordo com o MPMG, entre 2017 e 2025, três pessoas ligadas ao mesmo núcleo familiar teriam figurado formalmente como assessores parlamentares do gabinete, embora não prestassem efetivamente os serviços correspondentes:


  • S.A.O. (esposa de O.G.J.): vinculada entre janeiro de 2017 e dezembro de 2022

  • L.A.O. (pai de S.A.O.): nomeado entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025

  • I.V.A.L. (sobrinho de S.A.O.): figurou como assessor entre dezembro de 2023 e janeiro de 2025


O MP sustenta que O.G.J. mantinha relação política e financeira com o vereador e teria figurado como um dos financiadores informais de campanhas eleitorais do parlamentar. A nomeação de pessoas ligadas ao seu núcleo familiar teria servido como forma de retribuição ao apoio financeiro anteriormente prestado.


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O prejuízo material atualizado supera R$626 mil, considerando apenas o núcleo denunciado nesta primeira fase, o valor menor que o montante global apontado no enceramento do inquérito policial, quando a policia civil havia informado prejuízo superior R$1,16 milhão e indiciamento de 18 pessoas, entre vereadores, empresários, servidores publico e outros investigados.
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Pedido de afastamento:
Na cota de oferecimento da denúncia, o Ministério Público requereu o afastamento cautelar de A.P.S. do exercício do cargo de vereador, com base no artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal. Para o MPMG, os fatos denunciados guardam relação direta com o mandato parlamentar, já que o gabinete teria sido utilizado como instrumento para a prática dos crimes.


Crimes imputados:

  • A.P.S., O.G.J. e S.A.O.: peculato-desvio (por mais de 100 vezes, em continuidade delitiva) e associação criminosa

  • L.A.O.: peculato-desvio (por 24 vezes)

  • I.V.A.L.: peculato-desvio (por 13 vezes)


Em fevereiro, após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, a Câmara Municipal informou ao jornal local que aguardaria manifestação do Ministério Público antes de adotar medidas internas. O presidente da Casa, Ismar Marão, afirmou que o Legislativo havia sido cientificado da conclusão da investigação, mas ainda não tinha acesso integral aos autos.


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A denúncia apresentada agora pelo Ministério Público inaugura uma nova etapa do caso, que deixa a fase exclusivamente investigativa e passa à esfera judicial. A ação penal ainda será analisada pela Justiça. Os denunciados responderão ao processo, caso a denúncia seja recebida.


Segunda fase da investigação:
Segundo o Ministério Público, a investigação terá continuidade em outras frentes. Uma segunda fase deverá apurar a possível existência de outros oito “servidores fantasmas” supostamente vinculados ao mesmo gabinete. Também deverão ser investigados eventuais crimes de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema.


Dano moral coletivo:
Além da responsabilização criminal, o MPMG pediu a fixação de indenização por dano moral coletivo em valor equivalente ao dano material apurado, a ser suportado solidariamente por A.P.S., O.G.J. e S.A.O., em caso de condenação.


Investigação paralela:
O MPMG também informou a instauração de procedimento próprio para apurar fato autônomo envolvendo suposto cancelamento indevido de multas administrativas na Prefeitura de Uberaba, por meio de possível atuação do mesmo vereador e de uma servidora comissionada da Câmara Municipal vinculada a ele.



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A denúncia do Ministério Público contra um vereador de Uberaba por esquema de servidores fantasmas é um dos casos mais graves de corrupção na Câmara Municipal dos últimos anos. Com prejuízo superior a R$ 636 mil e pedido de afastamento cautelar, o caso agora está nas mãos da Justiça. A população uberabense aguarda não apenas a responsabilização dos envolvidos, mas também que a Câmara Municipal adote medidas para que casos como esse não se repitam.

O Jornal DM News adota comunicação responsável e ética, reforçando políticas públicas e o interesse coletivo.

 


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